
Mulher afirmou que deixou a jovem em casa durante a madrugada, mas não soube confirmar se ela entrou na residência; ligação gravada pelo pai pode ajudar a Polícia Civil a reconstruir os últimos passos da vítima.
A investigação sobre a morte de Débora Oliveira, de 26 anos, grávida de quatro meses, ganhou um novo elemento: o relato de uma amiga que teria sido a última pessoa a estar com a jovem antes de seu desaparecimento. Em uma conversa telefônica com o pai da vítima, a mulher descreveu os acontecimentos daquela madrugada e afirmou que deixou Débora em frente à residência, mas não chegou a confirmar se ela entrou no imóvel.
A ligação foi gravada pelo pai enquanto a filha ainda estava desaparecida. O conteúdo poderá contribuir para o trabalho da Polícia Civil do Paraná (PCPR), que busca esclarecer o que aconteceu nas horas que antecederam a morte.

Amiga conta como foi a última noite com Débora
Durante a conversa, a mulher relatou que passou parte da noite com Débora na casa de um rapaz. Segundo seu depoimento, as duas consumiram bebidas alcoólicas e, por volta das 2h30, receberam a informação de que precisariam deixar o local.
A amiga contou que levou Débora primeiro até o endereço onde ela morava. No entanto, afirmou que não acompanhou a jovem até o interior da residência.
“Fui deixar primeiro a Débora, deixei ela lá, ela fechou o portão e saiu. Só que não vi se ela entrou para dentro de casa”, relatou ao pai.
Ela também explicou que estava com o telefone celular de Débora e que entregou o aparelho à jovem quando chegaram ao endereço. Depois disso, afirmou que foi embora.
Na avaliação da amiga, Débora poderia ter solicitado ajuda ou pedido para alguém buscá-la após a separação das duas naquela madrugada. Entretanto, ela disse não ter conhecimento de qualquer combinação nesse sentido.

Tentativa de ligação por volta das 3h está sob análise
Outro ponto que chama a atenção dos investigadores é uma tentativa de contato feita por Débora por volta das 3h. Conforme as informações do caso, a jovem tentou telefonar para a amiga, mas a chamada não foi atendida.
A Polícia Civil deverá considerar esse registro na reconstrução da sequência dos acontecimentos. O horário da ligação e as circunstâncias em que ela foi realizada podem ajudar a esclarecer onde Débora estava e o que ocorreu depois que chegou ao endereço indicado.
Pai cobra esclarecimentos sobre a morte da filha
O pai de Débora demonstrou preocupação com as circunstâncias do desaparecimento e defendeu uma investigação minuciosa. Ele afirmou que a filha estava feliz com a gravidez e aguardava a chegada de mais um bebê à família.
O familiar também questionou a estrutura encontrada sobre a abertura da fossa, levantando dúvidas sobre a possibilidade de a jovem ter caído acidentalmente no local.
Para a família, é fundamental que os investigadores esclareçam como Débora chegou até o terreno e em quais circunstâncias ocorreu a morte.

Corpo foi encontrado cinco dias depois do desaparecimento
Débora Oliveira desapareceu na madrugada de sexta-feira, dia 23. Ela estava grávida de aproximadamente quatro meses.
O corpo foi localizado na noite de quarta-feira, dia 28, dentro de uma fossa em um terreno situado no bairro Del Rey, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
Vizinhos encontraram o cadáver e acionaram a Polícia Militar. Equipes da Polícia Científica também estiveram no local para realizar os primeiros levantamentos.
Uma tatuagem próxima ao ombro direito foi um dos elementos que ajudaram a levantar a suspeita de que o corpo encontrado fosse da jovem.
Estrutura de madeira e hipótese de queda são investigadas
Na análise inicial do local, os peritos identificaram uma estrutura de madeira deteriorada e quebrada sobre a abertura da fossa. Uma das hipóteses consideradas é que Débora possa ter passado pelo terreno e caído no buraco.
Entretanto, a possibilidade de que outra pessoa tenha colocado o corpo naquele local também não foi descartada. Por isso, as circunstâncias precisam ser esclarecidas por meio da investigação e dos exames periciais.
O estado de conservação do cadáver dificultou a identificação de possíveis lesões. Exames realizados pelo Instituto Médico-Legal (IML) deverão contribuir para determinar a causa da morte.
Polícia Civil busca esclarecer o que aconteceu
A Polícia Civil do Paraná continua investigando o desaparecimento e a morte de Débora Oliveira. O relato da amiga, a tentativa de ligação registrada durante a madrugada e as condições encontradas no terreno estão entre os elementos que podem ajudar a reconstruir os últimos momentos da jovem.
Até que os exames e as diligências sejam concluídos, não é possível afirmar se a morte ocorreu em decorrência de uma queda acidental ou de outra circunstância.
A família aguarda respostas e espera que a investigação esclareça todos os detalhes do caso.
TRIBUNA DA CIDADE — Jornalismo que informa!
Edição e texto: Marcello Sampaio

