
O cenário político do Paraná entrou em ebulição após a confirmação da filiação de Sergio Moro ao Partido Liberal (PL) com o objetivo de disputar o Governo do Estado. O movimento, que já vinha sendo articulado nos bastidores, agora escancara uma crise interna na legenda e provoca uma debandada significativa de lideranças municipais.
Prefeitos paranaenses anunciaram uma coletiva de imprensa marcada para esta quinta-feira (26), às 10h, no Hotel San Juan, em Curitiba, onde oficializarão a saída em massa do partido. A decisão ocorre após o PL declarar apoio à candidatura de Moro, contrariando parte expressiva de sua base política no estado.
Nos bastidores, o clima é de insatisfação e ruptura. Muitos gestores municipais alegam que a decisão foi tomada de cima para baixo, sem diálogo com as lideranças locais. A movimentação revela um racha profundo dentro do partido, especialmente entre aqueles que defendem a continuidade do alinhamento com o atual governador Ratinho Junior.
A situação se agravou ainda mais com o anúncio do deputado federal Fernando Giacobo, que confirmou sua saída da presidência do PL Paraná e também sua desfiliação da sigla. Em mensagem direcionada aos prefeitos, Giacobo foi direto ao justificar sua decisão:
“Quero falar com vocês de forma direta e com muita transparência. Estou deixando a presidência do PL Paraná e também me desfiliando do partido. Essa é uma decisão pensada, com responsabilidade, e com um objetivo claro: manter firme o nosso apoio ao governador Ratinho Jr. e seguir trabalhando pelos municípios do nosso estado.”
O parlamentar ainda reforçou o convite para o encontro desta quinta-feira, que deve consolidar uma nova articulação política no estado:
📍 Hotel SJ Royal – San Juan
📅 Quinta-feira (26/03)
⏰ 10h00
A expectativa é de que o evento marque não apenas uma saída coletiva, mas o início de uma reconfiguração política no Paraná, com possíveis migrações partidárias e novos alinhamentos visando as eleições estaduais.
Enquanto isso, Sergio Moro avança em sua estratégia, consolidando seu nome como candidato ao Governo do Estado. Mesmo diante da resistência interna, o ex-juiz ganha força em setores do eleitorado e amplia sua presença no debate político estadual.

A filiação de Sergio Moro ao PL não é apenas mais uma movimentação partidária — é um divisor de águas na política paranaense.
O que se vê agora é um choque direto entre dois projetos de poder: de um lado, a tentativa de construção de uma candidatura com forte apelo nacional; do outro, a manutenção de uma base política consolidada em torno de Ratinho Junior. E nesse embate, quem paga o preço imediato são os próprios partidos, que se fragmentam diante de decisões centralizadas.
A debandada de prefeitos não é um gesto isolado. É um recado claro: não há mais espaço para imposições políticas sem diálogo. A base municipal, que sustenta qualquer projeto eleitoral, está mostrando força e independência.
Moro chega forte? Sim. Mas chega dividindo. E política não se constrói apenas com popularidade — se constrói com alianças.
Se por um lado o ex-juiz cresce nas pesquisas e no imaginário popular, por outro enfrenta resistência real dentro das engrenagens políticas do estado. E isso pode custar caro.
O Paraná entra, a partir de agora, em um novo ciclo — mais duro, mais polarizado e, sem dúvidas, mais imprevisível.
O jogo começou. E ninguém mais controla o tabuleiro.
Créditos: Redação VPX







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