

Serviço busca ampliar rede de proteção, principalmente para adolescentes que precisam de acolhimento temporário
O Serviço Família Acolhedora, mantido pela Secretaria Municipal de Assistência Social de Cascavel, está com inscrições abertas para famílias interessadas em oferecer acolhimento temporário a crianças e adolescentes que precisam ser afastados do convívio com suas famílias de origem por conta de situações de violação de direitos.
A iniciativa tem como objetivo garantir um ambiente seguro, acolhedor e cheio de cuidado para meninos e meninas que estão sob medida de proteção determinada pela Justiça, até que seja possível o retorno à família de origem ou, quando indicado, o encaminhamento para adoção.
Para participar do programa, as famílias interessadas devem apresentar documentos como RG, CPF, comprovante de residência e certidões negativas de antecedentes criminais. O cadastro pode ser realizado diretamente na sede do Serviço Família Acolhedora, localizada na Rua Porto Alegre, nº 557, no Bairro Pioneiros Catarinenses. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, em horário comercial.
Atualmente, o programa conta com 139 crianças e adolescentes acolhidos em 94 famílias. Apesar da estrutura existente, a Secretaria de Assistência Social destaca uma necessidade crescente de novas famílias, especialmente para o acolhimento de adolescentes.
Criado em 2004, o Família Acolhedora é um dos principais serviços de proteção de Cascavel voltados a crianças e adolescentes afastados do convívio familiar. As famílias participantes oferecem convivência familiar, estabilidade emocional e cuidados durante o período em que o acolhido permanece sob proteção.
Além da capacitação inicial e do acompanhamento permanente realizado pela equipe técnica da Secretaria de Assistência Social, as famílias acolhedoras recebem uma bolsa-auxílio que varia de R$ 1.243,14 a R$ 1.864,72, destinada às despesas relacionadas ao acolhimento, além de isenção do IPTU.
O acolhimento de adolescentes representa uma oportunidade de transformação e solidariedade, criando novos caminhos para quem precisa de proteção e também para as famílias que escolhem fazer parte dessa rede de cuidado.
Créditos: Marcello Sampaio

