
Em um ambiente descontraído, cercado por música, conversas e copos de cerveja, a ciência ganhou protagonismo em Maringá com a realização do festival internacional Pint of Science. A iniciativa transforma bares da cidade em verdadeiros espaços de divulgação científica, aproximando pesquisadores, estudantes e a comunidade por meio de debates acessíveis sobre temas acadêmicos e tecnológicos.
O evento, realizado simultaneamente em 25 países, segue até esta quarta-feira, dia 20, sempre a partir das 19h, reunindo especialistas e público em rodas de conversa sobre nanotecnologia, arte, antirracismo, fungos magnéticos, morcegos e diversos outros assuntos ligados à ciência e à inovação.
Em Maringá, o festival é promovido pela Universidade Estadual de Maringá e pela Unicesumar, com apoio da Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria de Aceleração Econômica e Turismo (Saet).
As atividades são voltadas para maiores de 18 anos e acontecem nos bares Hórus Cervejaria e Apenas Bar nesta terça-feira, 19, e no Atari Bar e Don Beer nesta quarta-feira, 20. Já nesta segunda-feira, 18, os debates ocorreram na RedCor Cervejaria e no Caravelha Bar e Restaurante, reunindo grande participação do público.
No Caravelha Bar, o professor doutor em Física, Luiz Roberto Evangelista, falou sobre o encanto da ciência e sua capacidade de atravessar gerações. Já na RedCor Cervejaria, estudantes e visitantes acompanharam uma conversa sobre fungos magnéticos e suas aplicações inovadoras.
A professora doutora do Departamento de Biotecnologia, Genética e Biologia Celular da Universidade Estadual de Maringá, Andressa Domingos Polli, destacou a importância do festival para aproximar a universidade da população.

“Para mim, está sendo uma experiência bem diferente e incrível. Poder divulgar o que fazemos dentro da universidade de uma forma descontraída, mais leve, nessa conversa de bar, simplificando o nosso trabalho, tem sido especial”, afirmou.
Ela apresentou um projeto desenvolvido em parceria com outros pesquisadores da UEM que já foi patenteado. A iniciativa utiliza fungos magnéticos na descontaminação da água. A tecnologia une fungos a nanopartículas de ferro, permitindo capturar os microrganismos após o tratamento e removê-los do ambiente sem gerar nova poluição.
O público também aprovou a proposta do festival. Leonardo Zarpellon destacou que levar a ciência para bares amplia o alcance do conhecimento acadêmico.
“Uma conversa em um bar alcança um público mais diverso, inclusive pessoas que não frequentam a universidade”, comentou.
Pedro Mendonça de Souza também elogiou o formato descontraído do evento.
“É uma atmosfera receptiva, acolhedora. É muito interessante poder acompanhar uma pesquisa de um jeito tão diferente”, disse.
Para o secretário de Aceleração Econômica e Turismo, Anníbal Bianchini, apoiar o Pint of Science reforça o compromisso de Maringá com a inovação, a ciência e o desenvolvimento econômico.
“Ao levar a ciência para espaços acessíveis, o festival aproxima a pesquisa da população, valoriza as universidades e movimenta negócios na cidade, a exemplo dos bares”, destacou.

A gerente de Turismo da Saet, Mirela Mari Santos, ressaltou que o evento fortalece o acesso ao conhecimento.
“Abraçar essa causa é algo extraordinário. Para Maringá, representa um incentivo à ciência, à inovação, à tecnologia e ao acesso das pessoas ao conhecimento”, afirmou.
A professora e pesquisadora da UEM, Danielle Katharine Petsch, explicou que o Pint of Science foi criado em Londres, em 2013, por pesquisadores que buscavam tornar a ciência mais próxima da sociedade.
“A ideia é divulgar o conhecimento e a pesquisa feita nas universidades de uma maneira mais acessível e descontraída. Sentimos que o público pode se conectar um pouco mais com esse universo e se sentir mais à vontade para tirar dúvidas”, explicou.
Programação em Maringá
Terça-feira, 19 – às 19h
- Hórus Cervejaria – “A revolução invisível no campo: o poder da nanotecnologia”
- Apenas Bar – “Quem pode participar da luta antirracista?”
Quarta-feira, 20 – às 19h
- Atari Bar – “Morcegos: extraordinários por natureza”
- Don Beer – “Da necessidade da arte”
O festival reforça o protagonismo de Maringá no incentivo à ciência, tecnologia e inovação, além de mostrar que conhecimento também pode ser compartilhado de forma leve, acessível e próxima da comunidade.
Créditos: Marcello Sampaio







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