Relatos de empresários e lideranças comunitárias apontam supostas irregularidades envolvendo uso institucional e articulações políticas

Por Marcello Sampaio
Empresários, lideranças comunitárias e representantes de associações da Região Metropolitana de Curitiba e do interior do Paraná relatam ter formalizado denúncias à Polícia Civil do Paraná envolvendo o nome de Evandro Dal Molin, que se apresenta como dirigente e articulador político-institucional com atuação voltada à infância e adolescência.
Dal Molin se apresenta publicamente como presidente nacional do chamado “Marco da Criança e do Adolescente”, entidade que, segundo ele, atua na promoção de políticas públicas e articulação institucional em Brasília.
No entanto, fontes ouvidas pela reportagem afirmam que há questionamentos quanto à formalização jurídica da instituição e à legitimidade de algumas representações institucionais realizadas em seu nome.
Dossiê entregue às autoridades
Recentemente, segundo relatos de denunciantes, um novo dossiê contendo documentos, gravações e relatos foi protocolado junto à Polícia Civil do Paraná. O material apontaria supostas práticas de estelionato e uso indevido de representação institucional.
A reportagem não teve acesso integral ao conteúdo do dossiê até o fechamento desta edição, mas confirmou com fontes que o material inclui contratos, comprovantes financeiros e comunicações eletrônicas.
Alegações de uso indevido de nome institucional
Entre as denúncias, há relatos de que o nome do “Marco da Criança e do Adolescente” teria sido utilizado para firmar compromissos financeiros e articulações políticas junto a empresários e dirigentes de entidades sem fins lucrativos.
Especialistas consultados pela reportagem destacam que, antes de qualquer parceria institucional, é fundamental verificar:
- Registro formal da entidade em cartório
- CNPJ ativo e regular
- Estatuto social
- Composição de diretoria registrada
- Certidões negativas
- Histórico de atuação comprovado
Atuação política e pré-candidatura

Nas redes sociais, Dal Molin tem se apresentado como pré-candidato a deputado federal. Até o momento, não há confirmação oficial de filiação partidária registrada junto ao Tribunal Superior Eleitoral.
Analistas políticos avaliam que, caso as denúncias avancem, o cenário pode gerar impacto sobre eventual projeto eleitoral.
Espaço aberto
A reportagem entrou em contato com Evandro Dal Molin para manifestação sobre as denúncias mencionadas, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para esclarecimentos.
A Polícia Civil do Paraná não comentou detalhes sobre eventuais investigações em curso, em razão de sigilo.
Novos desdobramentos devem ocorrer nos próximos dias, inclusive com possíveis entrevistas de pessoas que afirmam ter sido prejudicadas.
EDITORIAL

Casos como este reforçam a necessidade de rigor na verificação de credenciais institucionais, especialmente quando envolvem recursos financeiros, articulações políticas e representações públicas.
Empresários, associações e lideranças devem sempre adotar procedimentos básicos de due diligence antes de firmar compromissos:
✔ Verificação jurídica da entidade
✔ Consulta de antecedentes públicos
✔ Conferência de registros oficiais
✔ Formalização contratual com respaldo jurídico
A credibilidade institucional é um patrimônio coletivo. Quando há questionamentos, é dever da imprensa acompanhar com responsabilidade, sem prejulgamentos, mas também sem omissão.
O interesse público exige transparência.
Marcello Sampaio







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