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EX-VEREADOR DE CURITIBA É PRESO POR EMBRIAGUEZ AO VOLANTE APÓS ACIDENTE COM TRÊS VEÍCULOS NO BAIRRO HAUER

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Redação | Tribuna da Cidade

Uma ocorrência policial registrada na madrugada desta sexta-feira (27) terminou com a prisão em flagrante do ex-vereador de Curitiba, Tiago Gevert, após um acidente de trânsito envolvendo três veículos no bairro Hauer, em Curitiba.

De acordo com informações apuradas pela reportagem, o ex-parlamentar conduzia um veículo Hyundai HB20 quando perdeu o controle da direção e colidiu contra um automóvel Audi que estava estacionado na via pública.

Com a força do impacto, o carro atingido foi arremessado contra um terceiro veículo, um Honda HR-V, também estacionado, provocando danos materiais significativos.


SINAIS DE EMBRIAGUEZ E PRISÃO EM FLAGRANTE

Equipes da Polícia Militar foram acionadas para atender a ocorrência. Conforme relato policial, o condutor recusou-se a realizar o teste do bafômetro.

Mesmo diante da negativa, os agentes constataram sinais evidentes de alteração da capacidade psicomotora, entre eles:

  • odor etílico;
  • fala desconexa;
  • dificuldade de equilíbrio;
  • sonolência;
  • comportamento agressivo e exaltado.

Diante dos indícios observados no local, o ex-vereador recebeu voz de prisão pelo crime de embriaguez ao volante, conforme previsto no Código de Trânsito Brasileiro.

Segundo a autoridade policial responsável pelo caso, o próprio condutor confirmou ter ingerido bebida alcoólica antes de dirigir, relatando o consumo de uma garrafa de vinho momentos antes do acidente.


ATENDIMENTO MÉDICO E ENCAMINHAMENTO

Antes de ser conduzido à delegacia, o ex-parlamentar foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento do Boqueirão para avaliação médica, em razão de ferimentos leves decorrentes da colisão.

Após atendimento, permaneceu detido e ficou à disposição da Justiça para os procedimentos legais cabíveis.

Até o fechamento desta edição, a defesa do envolvido não havia se manifestado oficialmente. O espaço segue aberto para posicionamento.


EDITORIAL | DA IGREJA À POLÍTICA, DO PODER AO VEXAME PÚBLICO — E OS AMIGOS, CADÊ?

A política brasileira é fértil em ascensões rápidas — mas também em quedas igualmente velozes.

A trajetória pública muitas vezes começa em espaços comunitários, religiosos ou sociais, onde discursos sobre valores, moral e responsabilidade conquistam confiança popular. Contudo, quando o exercício do poder se distancia desses princípios, o resultado costuma ser devastador: o constrangimento público.

Casos como este levantam uma reflexão inevitável.

Onde estão os aliados das campanhas?
Os apoiadores das vitórias eleitorais?
Os amigos das fotos, dos palanques e dos discursos?

Na hora do aplauso, muitos aparecem.
Na hora do erro, quase todos desaparecem.

O episódio reforça uma verdade antiga: cargo público não imuniza ninguém contra as consequências dos próprios atos. Pelo contrário — amplia a responsabilidade moral diante da sociedade.

Da igreja à política, espera-se exemplo.
Do representante público, equilíbrio.
Do cidadão, consciência.

Porque autoridade não se mede pelo mandato exercido, mas pela conduta mantida quando ninguém está olhando.

E quando o poder termina em manchete policial, resta apenas a pergunta que ecoa nas ruas e nas redes:

E os amigos… cadê?

Por Mariana Araújo

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