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O PODER EM COLAPSO: DEMISSÕES EM MASSA, RETALIAÇÃO POLÍTICA E A GUERRA PARA SALVAR MANDATO EM ARAUCÁRIA

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CONFIRMADO POR FONTES DA PMA: RETALIAÇÃO, EXONERAÇÕES E RACHAS NO TOPO DO PODER

Fontes internas da Prefeitura Municipal de Araucária (PMA) confirmaram que o prefeito Gustavo Botogoski desencadeou uma operação de exoneração em massa, interpretada nos bastidores como retaliação política direta e uma tentativa desesperada de evitar um processo de cassação.

A manobra teria como pano de fundo a acomodação de cargos de indicação de pelo menos quatro vereadores, abrindo espaço na máquina pública à custa de servidores já nomeados. O saldo da operação é alarmante: cerca de 60 pessoas foram mandadas para casa.

Entre os exonerados, seis eram indicações diretas da vice-prefeita Tatiana Assuiti, além de toda a assessoria de seu gabinete, num gesto visto como rompimento político sem precedentes dentro do Executivo municipal.

A decisão provocou um racha irreversível entre o prefeito Gustavo Botogoski e a vice-prefeita Tatiana Assuiti, expondo uma crise interna que agora transborda para o cenário público e institucional.

Como se não bastasse, na manhã desta terça-feira, o presidente da Câmara Municipal de Araucária, Eduardo Castilhos, teria tentado anular uma comissão já oficialmente implantada no Legislativo, atitude que, segundo fontes, faz parte da mesma engrenagem política montada para frear investigações e reconfigurar forças dentro da Câmara.

A sequência de fatos revela um cenário de colapso político, onde cargos viram moeda de troca, servidores pagam a conta e o regimento interno passa a ser tratado como obstáculo — não como regra.


EDITORIAL

O que se assiste em Araucária não é apenas uma crise administrativa, mas uma crise de autoridade, legalidade e moral pública. Quando demissões em massa surgem como ferramenta política, quando alianças são mantidas à base de cargos e quando comissões são questionadas apenas porque incomodam, o poder deixa de servir à população e passa a servir a si mesmo.

A democracia local não pode ser refém de retaliações, acordos de bastidor e manobras regimentais. O uso da máquina pública para proteger mandatos ou silenciar investigações representa um risco grave às instituições e à confiança da sociedade.

Araucária vive um momento decisivo: ou o regimento é respeitado, ou o poder continuará rasgando as regras para sobreviver.

Créditos: Marcello Sampaio

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