Jean Havila deixa Secretaria de Finanças; Francisco Amauri Arruda assume a pasta
O contador Jean Havila não é mais o secretário municipal de Finanças. Ele permaneceu pouco mais de três meses no cargo, após ter assumido a pasta em 20 de outubro, período em que promoveu ajustes internos e deu início a uma reorganização administrativa da Secretaria Municipal de Finanças (SMFI).

Segundo apuração da reportagem, Jean procurou o prefeito Gustavo Botogoski (PL) nos últimos dias para comunicar sua decisão. O motivo foi de ordem profissional: a dificuldade em conciliar as demandas intensas da secretaria com as responsabilidades de seu escritório de contabilidade.
O prefeito compreendeu a situação e agradeceu publicamente o trabalho desenvolvido por Havila enquanto esteve à frente da pasta, destacando o comprometimento e a postura técnica do agora ex-secretário, que deixa o cargo de forma serena e consensual.
QUEM ASSUME?
Francisco Amauri Arruda é promovido a secretário de Finanças
Com a saída de Jean Havila, o comando da Secretaria Municipal de Finanças passa a ser exercido por Francisco Amauri Arruda, até então diretor-geral da pasta — função que ocupava desde 20 de outubro, a convite do próprio Jean.

Economista de formação, Chico Arruda, como é conhecido nos bastidores da administração, possui uma trajetória consolidada no serviço público, acumulando décadas de experiência em gestão administrativa e financeira. Internamente, é reconhecido como um profissional técnico, equilibrado e respeitado, além de manter um relacionamento cordial e profissional com servidores e comunidade.
A escolha é vista como uma decisão de continuidade administrativa, evitando rupturas bruscas na condução da política fiscal do município. Nos bastidores, a avaliação é de que o prefeito acertou ao optar por alguém que já conhecia a engrenagem interna da secretaria.

Um ponto relevante neste momento político-administrativo é que quem está à frente da Prefeitura até o dia 26 de fevereiro é a prefeita em exercício, Tati Assuiti, responsável por conduzir decisões estratégicas neste período de transição.
Fontes internas ouvidas pela reportagem indicam que outras mudanças no comando de secretarias não estão descartadas. O clima dentro do Paço Municipal é de avaliação permanente das equipes, com foco em ajustes, correções de rota e reforço da governança.
A leitura predominante é pragmática: se algo não está funcionando ou precisa ser corrigido, a mudança é necessária — especialmente para evitar desgastes políticos e prejuízos administrativos futuros.

Mudanças em secretarias nunca são simples. Elas geram ruído político, especulações e, muitas vezes, resistência interna. Mas é preciso separar instabilidade de responsabilidade.
Quando uma gestão identifica gargalos, erros ou incompatibilidades, agir cedo é um sinal de maturidade administrativa. Insistir em modelos que não funcionam apenas para evitar críticas costuma custar caro — politicamente e financeiramente.

A saída de Jean Havila ocorre de forma honesta e transparente, sem crises ou embates. A promoção de Francisco Amauri Arruda preserva a continuidade e valoriza o corpo técnico. E a possibilidade de novas mudanças, se confirmada, deve ser analisada sob um único critério: o interesse da cidade.
Se está ruim, muda-se.
Se há erro, corrige-se.
Se há risco de prejuízo político ou administrativo, age-se agora — não depois.
Governar não é agradar a todos, mas decidir com responsabilidade e coragem.
Créditos
Reportagem e Editorial: Marcello Sampaio
Tribuna da Cidade


