ARAUCÁRIA CYBER DENÚNCIA DIRETO DA REDAÇÃO EDITORIAL EDITORIAL - MARCELLO SAMPAIO PARANÁ SEGURANÇA PUBLICA MUNICIPAL

Áudios apontam suposta tentativa de extorsão envolvendo comunicador que se diz jornalista em Araucária

A redação do Tribuna da Cidade recebeu, por meio de fontes anônimas, áudios atribuídos a um cidadão de Araucária, conhecido por atuar nos bastidores da política local e por manter um canal em redes sociais onde afirma operar uma rádio no município.

Nos registros de áudio, que estão sob análise da redação, o interlocutor identificado como Jaison G.A.D.U., ligado à antiga Rádio 5S, supostamente solicita a quantia de R$ 50 mil a outro interlocutor para cessar publicações negativas envolvendo Evandro Dalmolin, indivíduo que se apresenta publicamente como funcionário ou assessor ligado ao Governo do Estado do Paraná.

Segundo o conteúdo dos áudios, a cobrança teria como objetivo interromper ataques e exposições já iniciadas em redes sociais, o que, se confirmado, pode caracterizar tentativa de extorsão, crime previsto no Código Penal Brasileiro.

Contradições e mudança de discurso

Outro ponto que chama atenção é que, após os supostos pedidos financeiros, o tom das publicações do comunicador teria mudado, passando de críticas severas para declarações favoráveis ao mesmo personagem anteriormente atacado.

A redação também apurou que Evandro Dalmolin mantém presença frequente em redes sociais, com registros fotográficos em câmaras municipais de diversos municípios do Paraná, onde se apresenta como articulador político ou assessor especial, condição que não foi oficialmente confirmada junto ao Governo do Estado até o fechamento desta matéria.

Relatos de outros episódios

Fontes ouvidas pela reportagem relatam que situações semelhantes já teriam ocorrido em 2023 e 2024, envolvendo valores expressivos, supostamente solicitados a empresários e ex-agentes públicos, sempre sob o argumento de apoio institucional, político ou social, especialmente por meio de entidades ligadas a projetos sociais.

A reportagem ressalta que não há confirmação judicial sobre tais relatos até o momento, mas os elementos apresentados levantam sérias suspeitas e merecem apuração rigorosa.

Após a ligação a nova postagem abaixo

Pedido de investigação

Diante da gravidade dos fatos narrados nos áudios e das denúncias recebidas, o Tribuna da Cidade entende que o caso deve ser investigado com urgência pelos órgãos competentes, incluindo:

  • Polícia Civil do Paraná
  • Polícia Militar do Paraná
  • Guarda Municipal de Araucária

A redação reforça que ninguém está sendo condenado, mas que os fatos apresentados exigem transparência, investigação e esclarecimento público.

Os áudios atribuídos ao caso estão disponíveis ao final desta matéria, para que o leitor forme sua própria opinião.

O espaço segue aberto para manifestação de todos os citados.

TRANSCRIÇÃO JORNALÍSTICA DOS ÁUDIOS

(Baseada em áudio recebido pela redação do Tribuna da Cidade)

Interlocutor identificado como “Jaison” (voz atribuída):

“Se você me pagar cinquenta mil agora, eu paro de falar do Dalmolin.”

Interlocutor identificado como “João”:

“Mas quem está pagando pra você falar mal do Evandro Dalmolin?”

Jaison (voz atribuída):

“Se me pagar cinquenta mil agora, eu começo a falar bem dele nas redes.”

João:

“Aguarda até segunda-feira então.”

Jaison (voz atribuída):

“Segunda ele já vai estar preso. Se ele pagar ou você pagar, eu começo a falar bem dele e ele sai dessa.”

Áudios apontam suposta negociação para cessar ataques e promover imagem em redes sociais

A redação do Tribuna da Cidade recebeu áudios atribuídos a uma conversa entre dois interlocutores identificados como “Jaison” e “João”, cujo conteúdo levanta fortes indícios de possível tentativa de extorsão e negociação de discurso público em redes sociais.

Nos registros sonoros, a voz atribuída a Jaison afirma de forma direta que cessaria críticas públicas contra Evandro Dalmolin mediante o pagamento de R$ 50 mil, chegando a declarar que, caso o valor fosse pago, passaria a “falar bem” do citado nas redes sociais.

Em determinado momento da conversa, o interlocutor questiona quem estaria pagando para que os ataques fossem realizados, ao que Jaison responde condicionando a mudança imediata de posicionamento ao pagamento do valor solicitado.

O trecho mais grave ocorre quando a voz atribuída a Jaison afirma que, caso o pagamento não fosse realizado rapidamente, o alvo das publicações “já estaria preso até segunda-feira”, sugerindo pressão psicológica e ameaça indireta, prática que, se confirmada, pode caracterizar crime.

Os áudios encontram-se sob guarda da redação e poderão ser encaminhados às autoridades competentes para apuração técnica e legal.

O Tribuna da Cidade reforça que:

  • ninguém está sendo condenado;
  • os fatos narrados exigem investigação urgente;
  • o espaço permanece aberto para manifestação de todos os citados.


O jornalismo é um dos pilares da democracia. Sua função é informar com responsabilidade, apurar com rigor e servir ao interesse público. Jamais pode ser utilizado como instrumento de intimidação, chantagem ou obtenção de vantagem financeira.

Quando surgem indícios de que alguém se apresenta como jornalista ou comunicador para pressionar pessoas, empresas ou agentes públicos, o problema deixa de ser apenas ético e passa a ocupar o campo criminal. Não se trata de opinião, crítica ou liberdade de expressão — trata-se de desvio de função, de uso indevido da comunicação para fins particulares.

Nos últimos dias, áudios, postagens e imagens que circulam nas redes sociais levantaram questionamentos sérios sobre condutas que, em tese, podem caracterizar chantagem e extorsão, travestidas de discurso jornalístico. Relatos enviados à redação e materiais analisados apontam para pedidos financeiros como condição para cessar ataques públicos ou, alternativamente, para promover elogios e narrativas favoráveis nas redes sociais.
Esses fatos, por sua gravidade, precisam ser apurados com profundidade, isenção e urgência pelas autoridades competentes.

É fundamental deixar claro: críticas são legítimas. Denúncias também, desde que sustentadas por fatos, provas e inequívoco interesse público. O que não se admite é a ameaça velada, o “pague para eu parar” ou o “pague para eu falar bem”. Isso não é jornalismo. Isso fere a ética, corrompe a informação e prejudica a credibilidade de toda a imprensa séria.

Os fatos relatados nesta edição são graves. Não porque apontam culpados definitivos, mas porque expõem um possível método recorrente, baseado na exploração do medo, da reputação e da ambição política alheia. Se confirmadas, tais práticas ferem não apenas indivíduos, mas a credibilidade da comunicação, das instituições públicas e da própria sociedade.

A Tribuna da Cidade reafirma seu compromisso com:

  • a verdade
  • o contraditório
  • a responsabilidade
  • o interesse público

E cobra das autoridades: investiguem até o fim.
Quem não deve, não teme. Quem deve, precisa responder dentro da lei.

A pergunta que fica é simples e direta:
até quando esse tipo de prática continuará sendo tolerada?

Créditos
Direção de Redação: Marcello Sampaio
Jornalismo não é chantagem. É serviço público.

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