
Um motorista foi preso pela Guarda Municipal de Araucária após se envolver em um acidente de trânsito com vítima na Rua das Flores, no bairro Campina da Barra, durante a madrugada deste domingo (04).
A equipe da Guarda Municipal foi acionada para atender a ocorrência envolvendo um automóvel GM Corsa, de cor prata, e uma motocicleta. Segundo as informações iniciais, os ânimos no local estavam exaltados devido ao visível estado de embriaguez do condutor do veículo.

Ao chegar ao endereço, os agentes se depararam com diversas pessoas contendo o motorista do Corsa, que apresentava sinais evidentes de alteração da capacidade psicomotora. A vítima, que conduzia a motocicleta, já havia sido socorrida por populares e encaminhada a uma unidade hospitalar para atendimento médico.
Diante da situação, a Guarda Municipal acionou o Departamento de Trânsito, que realizou o teste do etilômetro no condutor. O exame apontou 0,58 mg/L de álcool por litro de ar expelido, valor que caracteriza crime de trânsito, conforme previsto no Código de Trânsito Brasileiro.
Diante dos fatos, o motorista recebeu voz de prisão e foi conduzido à delegacia da Polícia Civil para os procedimentos legais cabíveis. O veículo foi recolhido e as medidas administrativas foram aplicadas.
A ocorrência reforça o trabalho integrado entre a Guarda Municipal e os órgãos de trânsito no combate à embriaguez ao volante e na preservação da vida nas vias do município.
Informações: Secretaria de Segurança Pública de Araucária
Créditos: Marcello Sampaio

EDITORIAL | ÁLCOOL, VOLANTE E IRRESPONSABILIDADE: UM CICLO QUE AINDA MATA
A embriaguez ao volante segue sendo uma das mais graves e persistentes ameaças à segurança no trânsito brasileiro. Casos como o registrado em Araucária, infelizmente, não são exceção — são o reflexo de uma cultura de tolerância perigosa que insiste em tratar o álcool como algo dissociado da responsabilidade ao dirigir.
Não se trata apenas de uma infração administrativa ou de um número em um etilômetro. Trata-se de vidas colocadas em risco. Cada motorista alcoolizado que assume o volante transforma o veículo em uma arma potencial, capaz de causar ferimentos graves, sequelas permanentes ou mortes irreparáveis.
O alcoolismo, enquanto problema de saúde pública, precisa ser enfrentado com políticas de prevenção, conscientização e tratamento. Já a embriaguez ao volante exige tolerância zero, fiscalização constante e aplicação rigorosa da lei. A combinação entre álcool e direção não admite relativizações.

A atuação firme da Guarda Municipal e da Secretaria de Segurança Pública de Araucária demonstra que o poder público tem cumprido seu papel institucional: proteger a coletividade, intervir quando necessário e responsabilizar quem escolhe desrespeitar a lei e a vida alheia.
Mas a responsabilidade não é apenas do Estado. Ela começa na decisão individual de não dirigir após consumir bebida alcoólica, de planejar alternativas seguras e de compreender que o direito de ir e vir jamais pode se sobrepor ao direito à vida.
Enquanto houver quem trate a embriaguez ao volante como algo menor, o trânsito continuará sendo palco de tragédias evitáveis. A lei existe, a fiscalização atua — falta, ainda, consciência.
Créditos do Editorial: Marcello Sampaio
Com informações da: Secretaria de Segurança Pública de Araucária



