DIRETO DA REDAÇÃO EDITORIAL - MARCELLO SAMPAIO INVESTIGAÇÃO PARANÁ REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA

Ford Ka é destruído por incêndio em frente a residência e causa apreensão em Colombo

Colombo (PR) – Um veículo Ford Ka foi completamente consumido pelo fogo na tarde deste domingo (4), na Rua Francisco Vitório D’Agostin, no bairro Osasco, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. O automóvel estava estacionado em frente à casa da proprietária no momento em que o incêndio teve início.

Segundo relatos apurados no local, a dona do carro, Kelly Cristina de Souza, dormia quando foi alertada por vizinhos que perceberam as chamas e começaram a gritar pedindo ajuda. Ao sair da residência, ela se deparou com o veículo já em chamas, sem possibilidade de conter o avanço do fogo.

As chamas começaram na parte traseira do automóvel e se espalharam rapidamente, destruindo todo o carro em poucos minutos. Moradores ainda tentaram um combate inicial, utilizando meios improvisados, mas não obtiveram êxito.

Bombeiros foram acionados

Equipes do Corpo de Bombeiros foram chamadas para atender a ocorrência, porém, ao chegarem ao endereço, o incêndio já havia consumido praticamente todo o veículo. O trabalho se concentrou no rescaldo e na eliminação de focos remanescentes, evitando que o fogo se espalhasse para outros carros ou residências próximas.

De acordo com o sargento Jhonny, que atendeu a ocorrência, a dinâmica do incêndio chama atenção.

“Quando chegamos, o veículo já estava completamente destruído. Os vizinhos tentaram conter o fogo inicialmente, mas ele se espalhou muito rápido. O incêndio atingiu principalmente a parte traseira; a região do motor não chegou a ser afetada. Ainda é difícil afirmar o que provocou o fogo”, explicou.

Proprietária não descarta crime

Abalada, a proprietária afirmou desconhecer qualquer problema mecânico recente no veículo e não descarta a possibilidade de um ato criminoso.

“Eu estava dormindo quando meu vizinho me chamou. Não sei o que aconteceu. Quase não uso esse carro. O bombeiro comentou que pode ter sido fogo colocado atrás. Pegou muito rápido. Infelizmente, não tenho seguro, é um carro mais antigo”, relatou Kelly.

Apesar do susto e dos prejuízos materiais, ninguém ficou ferido.

As causas do incêndio deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.

Linha do tempo do caso

  • Tarde de domingo (4) – Ford Ka começa a pegar fogo enquanto estava estacionado em frente à residência da proprietária.
  • Minutos iniciais – Vizinhos percebem as chamas, alertam a moradora e tentam conter o fogo.
  • Acionamento dos bombeiros – Equipes são chamadas, mas o veículo já está quase totalmente destruído.
  • Chegada das equipes – Incêndio é controlado e realizado o rescaldo.
  • Após o ocorrido – Proprietária relata desconhecer a causa e não descarta ato criminoso.
  • Situação atual – Caso segue sob apuração para identificação da origem do incêndio.

Editorial | Quando o fogo acende o alerta da insegurança urbana

Incêndios em veículos estacionados em vias públicas não podem ser tratados apenas como fatalidades. Quando o fogo se inicia em regiões específicas do automóvel, sem atingir o motor, e se alastra rapidamente, é natural que surjam dúvidas — e elas precisam ser investigadas com seriedade.

Casos como o ocorrido em Colombo expõem uma realidade preocupante: o cidadão muitas vezes fica desamparado diante de prejuízos significativos, especialmente quando não possui seguro e depende exclusivamente da apuração oficial para esclarecer se houve falha mecânica, curto-circuito ou ação criminosa.

Além do dano material, há o impacto emocional e o risco coletivo. Um incêndio desse tipo poderia facilmente ter atingido residências, outros veículos ou pessoas, transformando um prejuízo isolado em uma tragédia maior.

É papel do poder público garantir respostas rápidas, investigação técnica adequada e políticas de prevenção que inibam crimes patrimoniais e tragam mais segurança aos bairros. O fogo que destrói um carro também acende um alerta sobre vigilância, iluminação pública, presença preventiva e resposta institucional.

A população precisa de respostas — e de proteção.

Marcello Sampaio
Direto da Redação

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